O QUE É O CÂNCER DE MAMA?
O câncer de mama é uma doença causada pela proliferação desordenada de células anormais da mama, que resulta em um tumor com potencial para invadir outros órgãos. Caso você queira se informar um pouco mais sobre a anatomia e história natural desse câncer, recomendo que assista ao meu vídeo no YouTube.
Essa é a principal categoria de câncer que acomete as mulheres brasileiras, sendo que foram estimados 66.280 novos casos para este ano de 2021, segundo as estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
QUAIS OS DESAFIOS TRAZIDOS PELA COVID-19?
Com a evolução da pandemia, foram necessárias ações pragmáticas para enfrentar os desafios do tratamento de doentes, garantindo em simultâneo, os seus direitos, segurança e bem-estar. Assim, diversas instituições destinam-se a fornecer orientação a todos os médicos envolvidos no tratamento do câncer durante este período.
Essas recomendações visam desenvolver orientações para mitigar os efeitos negativos da pandemia da COVID-19 no diagnóstico e tratamento de doentes com câncer de mama.
PODE HAVER DOR NO OMBRO PÓS-MASTECTOMIA?
Segundo a International Association for the Study of Pain, a dor no ombro é caracterizada por sintomas nas articulações, músculos, tendões e a cápsula envolvida na movimentação do ombro. Essa dor é variável e pode ocorrer sem causa direta, ou pode estar relacionada a trauma, movimentos repetitivos, ou um evento neurológico. A dor no ombro frequentemente causa limitação de atividade a curto prazo e, menos frequentemente, desenvolve-se em uma condição crônica.
Entre os motivos sugeridos que levam à dor crônica no ombro estão danos de nervos durante a cirurgia, fibrose durante a cicatrização e radioterapia, entretanto esses ainda não estão bem evidenciados em estudos científicos. Por se tratar de uma dor crônica, os medicamentos utilizados para tratamento são os mesmos comumente utilizados para demais dores neuropáticas, antidepressivos e antiepiléticos, entretanto nem todos os pacientes respondem a essas abordagens medicamentosas.
RETIRAR O LINFONODO SENTINELA AJUDA?
Os linfonodos são órgãos pequenos do sistema imune espalhados pelo corpo interconectados por vasos denominados linfáticos. Esses órgãos de defesa são os principais responsáveis pela disseminação de cânceres pelo corpo, fenômeno este chamado “metástase”. O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber células cancerígenas de um tumor, no caso do câncer de mama, ele está localizado na axila.
No procedimento de ressecção do linfonodo, um marcador radioativo e um corante azul são injetados na mama perto do câncer. O marcador é absorvido e viaja até encontrar um linfonodo, esse marcador radioativo se acumula nos primeiros linfonodos encontrados e é então identificado pelo cirurgião usando um detector manual. Através dessa detecção o cirurgião pode saber a localização exata dos linfonodos que recebem drenagem do câncer. No caso dos linfonodos serem negativos, a probabilidade de que os outros linfonodos restantes também tenham câncer é muito baixa.
A literatura científica já mostra que a cirurgia de linfonodo sentinela por si só é melhor para o câncer de mama com linfonodo negativo. Isso porque a ressecção menos invasiva do linfonodo sentinela foi desenvolvida para oferecer resultados similares aos linfonodos axilares, mas com menos efeitos adversos.
COMO FUNCIONA O TRATAMENTO COM RADIONUCLÍDEOS?
A formação de metástases envolve o desprendimento de células tumorais circulantes do tumor primário e a obtenção de acesso ao sistema circulatório. Embora a maioria das células tumorais circulantes sejam rapidamente eliminadas, um pequeno número sobrevive e dissemina-se para vários pontos. Estas células tumorais disseminadas podem sustentar a proliferação ativa e desenvolver-se em micrometástases ou podem permanecer adormecidas durante anos antes de se tornarem ativas.
A terapia com radionuclídeos recentemente tem-se revelado bem sucedida em atrasar o crescimento de células tumorais disseminadas em pequenos roedores, sugerindo a sua utilização como uma terapia adjuvante potencial para retardar a proliferação de tumores. Como relatado na edição de janeiro do Journal of Nuclear Medicine, o radiofármaco emissor de partículas radioativas alfa 223RaCl₂ não só tem impacto nas células diretamente atingidas pela radiação, como também tem efeitos significativos nas células fora do campo da radiação (ou seja, células espectrais).
Estudos recentes descobriram que as células tumorais disseminadas podem ocorrer cedo no desenvolvimento do câncer, em oposição ao conceito de que a metástase tumoral ocorre apenas no câncer em fase tardia. Essa disseminação é um fator de risco significativo na redução da esperança de vida dos pacientes. Por conseguinte, um objetivo fundamental das terapias de radionuclídeo do câncer é desenvolver estratégias para esterilizar as células disseminadas antes que estas se tornem micrometástases nos ossos.
Em caso de mais dúvidas e informações sobre esse câncer, entre em contato comigo que estarei disposto a esclarecê-las!
Dr. Rafael Oliveira | Cirurgião Oncológico
CRM MS 5550 | RQE 4326

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