Muitas vezes é difícil mensurar o impacto que o câncer, de uma forma geral, causa na vida do paciente e das pessoas ao seu redor. Por isso, um olhar multiprofissional é essencial para o tratamento das pessoas com câncer. Quando falamos, então, de câncer de mama, não podemos deixar de lado a reconstituição estética e, neste caso, a cirurgia plástica anda lado a lado com a oncologia.

JÁ OUVIU FALAR EM “ONCOPLASTIA”?

Atualmente, usamos o termo “Cirurgia Oncoplástica” para designar a associação do tratamento oncológico à correção estética da agressão cirúrgica. Em outras palavras, o cirurgião plástico, o oncocirurgião e o mastologista atuam em conjunto antes, durante e após a cirurgia para retirada do tumor e para a reconstrução da mama.

Dessa forma, os profissionais planejam antecipadamente cada incisão e cada passo da cirurgia, de uma maneira que ela seja oncologicamente eficiente e também possibilite a reconstrução da mama livre do tumor e com o melhor aspecto estético possível. O cirurgião plástico avalia aspectos como a forma da mama, localização do tumor dentro da mama e o volume mamário remanescente após a cirurgia do câncer, pois eles constituem fatores chave para a escolha da melhor técnica a ser empregada.

BENEFÍCIOS QUE VÃO ALÉM DO ASPECTO FÍSICO

Como podemos imaginar, essa interação entre os médicos o é extremamente benéfica para a paciente, principalmente do ponto de vista psicológico. Isso consolida a ideia de que a abordagem multiprofissional é cada vez mais necessária para um tratamento completo e eficiente. Nesse caso, essa ação conjunta é considerada fundamental para a obtenção dos melhores resultados de saúde e estéticos para a paciente, seja após uma cirurgia conservadora ou após uma cirurgia radical da mama.

NOVAS POSSIBILIDADES PARA O TRATAMENTO DE CÂNCER DE MAMA

A oncoplastia é, sem dúvida, uma das maiores conquistas no tratamento de câncer de mama. É claro que seu conceito precisa ser melhor estudado e estabelecido no nosso país, porém, de acordo com os avanços que já estão sendo implementados, o tratamento oncoplástico integral se expandirá consideravelmente. Pode-se dizer que será norteado pelos avanços do tratamento sistêmico, das práticas cirúrgicas conservadoras, da linfadenectomia seletiva (linfonodo sentinela) e do uso da radioterapia locorregional. Além disso, as técnicas para a ressecção da lesão, seguindo-se os princípios oncológicos, e a otimização dos resultados pela cirurgia na mama contralateral (simetrização) contribuem para um melhor resultado final.

Dessa forma, a abordagem multiprofissional possibilita uma recuperação mais rápida da paciente, e a possibilidade do retorno à vida cotidiana diminuindo prejuízos – físicos e emocionais – e melhorando a estética das mamas. Assim, a intensão é melhorar a autoestima e acelerar a recuperação da paciente, e, sem dúvida, da família e amigos que também sofrem com o tratamento.

Tem mais alguma outra dúvida sobre o assunto? Estou disposto a ajudar, entre em contato comigo!

Dr. Rafael Oliveira | Cirurgião Oncológico

Fontes:

Kaufman, Cary S., Current Oncology Reports, “Increasing Role of Oncoplastic Surgery for Breast Cancer.” Disponível em:
doi:10.1007/s11912-019-0860-9
Projeto Mama, “Cirurgia Oncológica da Mama”.

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