O que é uma ostomia?

Em primeiro lugar, o que exatamente é uma ostomia? Uma ostomia é um orifício feito por um cirurgião que permite a comunicação entre uma cavidade oca do organismo e o meio externo. Essa cirurgia é necessária por vários motivos diferentes, mas ocorre principalmente como resultado de um mau funcionamento dos diferentes sistemas, sejam eles respiratório, gastrintestinal ou urinário. A localização varia e as ostomias são temporárias ou permanentes, ambas dependentes da razão e do diagnóstico subjacentes.

Independentemente do motivo, as ostomias salvam vidas.

Embora seja difícil imaginar as mudanças que acompanham uma ostomia, é importante lembrar que a vida pode não ser possível sem ela. Nos casos mais comuns, ostomias são necessárias devido a defeitos congênitos, câncer, doença inflamatória intestinal, diverticulite, incontinência e muito mais.

Esse tipo de cirurgia é realizado quando necessário e em qualquer idade, mas de forma alguma diminui sua expectativa de vida. Simplesmente indica o início de algo novo. Falaremos sobre viver com uma ostomia mais tarde, mas é sempre reconfortante saber que, embora seja uma grande mudança no estilo de vida, você não está sozinho.

Diferentes tipos de ostomias

Existem diferentes tipos de ostomias usadas, dependendo do motivo subjacente à cirurgia. Existem alguns tipos que são mais comuns que outros, mas todos são considerados cirurgias de desvio.

Aqui estão os tipos mais comuns de ostomias realizadas hoje:

Traqueostomia

Uma traqueostomia é um procedimento médico – temporário ou permanente – que envolve a criação de uma abertura no pescoço para colocar um tubo na traquéia de uma pessoa.

O tubo é inserido através de um corte no pescoço abaixo das cordas vocais. Isso permite que o ar entre nos pulmões. A respiração é feita através do tubo, contornando a boca, o nariz e a garganta.

A traqueostomia é realizada por vários motivos, todos envolvendo restrição das vias aéreas. Isso pode ser feito durante uma emergência quando as vias aéreas estão bloqueadas. Ou pode ser usado quando uma doença ou outro problema impossibilita a respiração normal.

Gastrostomia

Gastrostomia é a criação de uma abertura externa artificial no estômago para suporte nutricional ou descompressão gástrica. Normalmente é realizado uma incisão no epigástrio do paciente através de procedimento cirúrgico comum. Pode ser realizada por via percutânea por radiologia intervencionista ou gastrostomia endoscópica percutânea.

Jejunostomia

A jejunostomia é um procedimento cirúrgico pelo qual um tubo está situado no lúmen do jejuno proximal, principalmente para administrar nutrição. Existem muitas técnicas usadas para a jejunostomia: Witzel longitudinal, Witzel transversal, gastrojejunostomia aberta, técnica de cateter com agulha, endoscopia percutânea e outras. A principal indicação para uma jejunostomia é como procedimento adicional durante grandes cirurgias do trato digestivo superior, onde, independentemente da patologia ou procedimentos cirúrgicos realizados nos diferentes órgãos, como esôfago, estômago, duodeno, pâncreas, fígado e vias biliares, a nutrição pode ser infundida ao nível do jejuno. Também é usado em pacientes com laparotomia nos quais se espera uma recuperação pós-operatória complicada, naqueles com período de jejum prolongado, em estado hipercatabólico ou em pacientes que necessitarão posteriormente de quimioterapia ou radioterapia

Ileostomia

Essa cirurgia envolve trazer uma parte do intestino delgado conhecido como íleo para fora da parede abdominal. As ileostomias temporárias são realizadas quando cirurgias em outras áreas do trato digestivo, após o nível da ileostomia, precisam de tempo para cicatrizar e são reversíveis.

As ileostomias permanentes são realizadas quando o intestino grosso precisa ser removido e a reconexão não é possível. Esta é uma cirurgia comum feita para pessoas que têm a doença de Crohn.

Colostomia

Colostomia é um procedimento cirúrgico que consiste em fazer-se uma abertura na parede abdominal (ostoma), temporária ou permanente, e ligar nela uma terminação do intestino, pela qual as fezes e gases passam a ser eliminados. A este ostoma acopla-se uma bolsa adesiva, coletora dos produtos intestinais.

A colostomia geralmente tem de ser feita quando há obstruções transitórias ou permanentes do cólon terminal ocasionadas por imperfuração anal, neoplasias, processos inflamatórios, corpos estranhos introduzidos no reto, amputação do reto, fístulas retovaginais, perfurações cólicas, lesões extensas ao redor do ânus ou como paliativo nos casos de neoplasia obstrutiva inoperável.

O que esperar da cirurgia?

As cirurgias de ostomia normalmente são realizadas sob anestesia geral, para que você não fique acordado durante o processo. Sua cirurgia será diferente, dependendo do tipo de ostomia necessária. Você e seu médico discutirão as causas subjacentes e o tipo a ser realizada.

Como qualquer cirurgia, especialmente as ostomias abdominais, o procedimento altera o funcionamento do aparelho digestivo, levando um tempo para que as coisas se recuperem. Geralmente, os médicos recomendam esperar alguns meses após a cirurgia para retomar todas as suas atividades normais. Depois de se recuperar, todas as suas atividades diárias podem ser retomadas, exceto para esportes de alto contato.

Vivendo com uma ostomia

Se você passou por uma cirurgia e está vivendo com uma ostomia permanente, há algumas coisas para entender. Antes de tudo, todo mundo que passa por esta cirurgia enfrenta as mesmas preocupações emocionais. Será um desafio, mas como as ostomias são procedimentos que salvam vidas, é importante lembrar o quadro geral.

O maior desafio que a maioria das pessoas trabalha para superar são as preocupações com a imagem corporal e a autoestima. Elas experimentam o medo da perda, no sentido de que estão perdendo sua vida normal. Não reprima esses medos. Seu médico, e um bom suporte psicológico, te ajudarão a lidar com esse novo momento.

Adaptação fisiológica

As fases mais comuns da adaptação fisiológica após uma cirurgia de ostomia incluem choque ou pânico, negação, reconhecimento e resolução.

Durante o processo de reabilitação, haverá oportunidades para expressar preocupações, medos e sentimentos em geral. No entanto, a vida continuará após o processo de reabilitação e, se você sentir que precisa de apoio emocional contínuo, existem recursos disponíveis. Reserve um tempo para procurar grupos de apoio, encontrar pessoas na sua região que também tenham sido ostomizadas e continuam fazendo as coisas que as fazem feliz.

Converse com outras pessoas com ostomias

Entre em contato com outras pessoas com ostomias – elas às vezes se referem a si mesmas como ostomizados. Seja um grupo de suporte na sua cidade ou online, obter conselhos de pessoas que passaram pelo o que você está passando, é uma ótima maneira de aumentar sua confiança. Você pode fazer perguntas que possa ter vergonha de perguntar ao seu médico e obter dicas para ajudá-lo a se adaptar à vida com uma ostomia.

Ao contrário dos medos comuns, uma ostomia quase sempre melhora a qualidade de vida do paciente, corrigindo a condição séria ou debilitante anterior. Dezenas de milhares de pacientes ostomizados atestam o fato de levarem vidas ativas e estimulantes, com dietas quase normais, sexo e hábitos de viagem.

Para mais informações sobre ostomias ou qualquer outro assunto ligado a oncologia, entre em contato.

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