Câncer ginecológico

O que é câncer ginecológico?

O câncer ginecológico é qualquer câncer que começa nos órgãos reprodutivos da mulher.

Tipos de câncer ginecológico

  • O câncer cervical começa no colo do útero, que é a extremidade estreita e inferior do útero.
  • O câncer de ovário começa nos ovários, que estão localizados em cada lado do útero.
  • O câncer uterino começa no útero, o órgão em forma de pêra na pélvis da mulher, onde o bebê cresce quando se está grávida.
  • O câncer vaginal começa na vagina, que é o canal oco em forma de tubo entre a parte inferior do útero e a parte externa do corpo.
  • O câncer vulvar começa na vulva, a parte externa dos órgãos genitais femininos.

Cada câncer ginecológico é único, com diferentes sinais e sintomas, diferentes fatores de risco (coisas que podem aumentar sua chance de contrair uma doença) e diferentes estratégias de prevenção. Todas as mulheres correm o risco de câncer ginecológico e o risco aumenta com a idade. Quando os cânceres ginecológicos são detectados precocemente, o tratamento é mais eficaz.

Quais são os sintomas?

Não há como saber com certeza se você terá um câncer ginecológico. É por isso que é importante prestar atenção ao seu corpo e saber o que é normal para você, para que possa reconhecer os sinais ou sintomas de alerta do câncer ginecológico.

Se você tiver sangramento vaginal incomum, converse com um médico imediatamente. Qualquer sangramento vaginal após a menopausa deve ser relatado ao seu médico. Se você ainda não entrou na menopausa, mas percebe que sua menstruação está mais intensa, dura mais do que o normal para você, ou se você está tendo sangramento incomum entre as menstruações, converse com seu médico.

Você também deve consultar um médico se tiver quaisquer outros sinais de alerta que durem duas semanas ou mais e não sejam normais para você. Os sintomas podem ser causados por algo diferente do câncer, mas a única maneira de saber é consultar um médico.

Os sinais e sintomas não são iguais para todas as pessoas, e cada câncer ginecológico (câncer cervical, ovariano, uterino, vaginal e vulvar) tem seus próprios sinais e sintomas.

O que posso fazer para reduzir meu risco?
É importante reconhecer os sinais de alerta do câncer ginecológico e saber se há coisas que você pode fazer para diminuir o risco.

Vacina HPV

Alguns cânceres ginecológicos são causados pelo papilomavírus humano (HPV), uma infecção sexualmente transmissível muito comum. A vacina contra o HPV protege contra os tipos de HPV que mais frequentemente causam câncer cervical, vaginal e vulvar.

A vacina contra o HPV pode ser tomada das seguintes formas:

1. Pelo SUS

A vacina está disponível gratuitamente nos postos de saúde, em 2 a 3 doses, para:
Meninos e meninas dos 9 aos 14 anos;
Homens e mulheres de 9 a 26 anos vivendo com HIV ou AIDS, pacientes que receberam transplante de órgãos, de medula óssea e pessoas em tratamento contra o câncer.

2. No particular

A vacina também pode ser tomada por pessoas com idades superiores, entretanto, são apenas disponibilizadas em clínicas de vacinação particulares. Ela está indicada para:

  • Meninas e mulheres entre 9 e 45 anos de idade, se for a vacina quadrivalente, ou qualquer idade acima dos 9 anos, se for a vacina bivalente (Cervarix);
  • Meninos e homens entre 9 e 26 anos de idade, com a vacina quadrivalente (Gardasil);
  • Meninos e meninas entre 9 e os 26 anos de idade, com a vacina nonavalente (Gardasil 9).

A vacina pode ser tomada mesmo por pessoas que fazem tratamento ou já tiveram infecção pelo HPV, pois ela pode proteger contra outros tipos de vírus HPV, e prevenir a formação de novas verrugas genitais e risco de câncer.

Exame de Papanicolau

De todos os cânceres ginecológicos, apenas o câncer cervical tem um teste de rastreamento – o teste de Papanicolaou – que pode detectar esse câncer precocemente, quando o tratamento funciona melhor. O teste de Papanicolaou também ajuda a prevenir o câncer cervical, encontrando pré-cânceres, alterações celulares no colo do útero que podem se tornar câncer cervical se não forem tratadas adequadamente.

Teste de HPV

Na prática clínica, o teste de HPV pode ser utilizado como adjunto à colpocitologia para o rastreamento de câncer de colo do útero em mulheres com idade igual ou superior a 30 anos.

Os HPV de alto risco estão associados com a maioria dos casos de câncer de colo do útero e aumentam o risco de progressão de lesões pré-malignas. De maior importância são os tipos 16 e 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo uterino, além de associarem-se com risco absoluto de 11% de desenvolvimento de neoplasia intraepitelial escamosa cervical (NIC) de grau 2 em mulheres com citologia normal.

O exame, ainda, tem utilidade para identificar as mulheres com citologia ASC-US que apresentam maior risco de NIC. As mulheres com essa citologia e teste positivo para HPV de alto risco oncogênico têm risco relativo 18 vezes maior de NIC 2 ou pior em comparação às mulheres sem HPV. Quando há positividade para HPV 16, o risco é ainda maior, sendo de 42 para o risco de desenvolver NIC 2 ou pior e de 71 para NIC 3 ou lesão mais grave, em comparação às mulheres sem HPV.

Reconheça os sinais de alerta

Como não existe uma maneira simples e confiável de rastrear qualquer câncer ginecológico, exceto o câncer cervical, é especialmente importante reconhecer os sinais de alerta e saber se há coisas que você pode fazer para reduzir o risco. Converse com seu médico se você acredita que tem risco aumentado de câncer ginecológico. Pergunte o que você pode fazer para diminuir o risco e se há exames que você deveria fazer.

Como são tratados os cânceres ginecológicos?

O câncer ginecológico pode ser tratado com cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Se o seu médico disser que você tem câncer ginecológico, peça para ser encaminhado a um oncologista ginecológico – um médico que foi treinado para tratar o câncer do sistema reprodutor feminino. Este médico trabalhará com você para criar um plano de tratamento.

Tipos de Tratamento

Os cânceres ginecológicos são tratados de várias maneiras. Depende do tipo de câncer e de quão longe ele se espalhou. Os tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Mulheres com câncer ginecológico geralmente recebem mais de um tipo de tratamento.

Cirurgia: os médicos removem o tecido neoplásico em uma operação.
Quimioterapia: Uso de medicamentos especiais para reduzir ou eliminar o câncer. Os medicamentos podem ser comprimidos ou medicamentos administrados nas veias, ou às vezes ambos.

Radioterapia: Uso de raios de alta energia (semelhantes aos raios X) para matar o câncer.
Diferentes tratamentos podem ser fornecidos por diferentes médicos de sua equipe de oncologistas.

Qual é o tratamento certo para mim?

Pode ser difícil escolher o tratamento certo para você. Converse com seu médico oncologista sobre as opções de tratamento disponíveis para o seu tipo e estágio do câncer. Seu médico pode explicar os riscos e benefícios de cada tratamento e seus efeitos colaterais. Os efeitos colaterais são a forma como seu corpo reage a medicamentos ou outros tratamentos.

Às vezes, as pessoas obtêm a opinião de mais de um médico oncologista. Isso é chamado de “segunda opinião”. Obter uma segunda opinião pode ajudá-lo a escolher o tratamento certo para você.

Dr. Rafael Oliveira

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC).

Membro Adjunto do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC).

Associado da ESSO (European Society of Surgical Oncology) e da ASCO (American Society of Clinical Oncology), sou médico especialista em Cirurgia Oncológica pela Associação de Combate ao Câncer de Goiás – Hospital Araújo Jorge.

Estou habilitado para o tratamento do câncer nas mais diversas áreas, como tumores do trato gastrintestinal (esôfago, estômago, pâncreas, fígado, cólon e reto), tumores ginecológicos e do trato geniturinário, câncer de mama, neoplasia de pele, tumores de pulmão e câncer das partes moles (sarcomas).

Olá, você precisa de ajuda?