Olá, caros leitores(as)! Começamos mais um ano e nada melhor do que se alertar a respeito do câncer do colo do útero para começar com chave de ouro. Neste mês, a campanha Janeiro Verde chama a atenção para esse câncer que é o 3.º tumor maligno mais frequente na população feminina e a 4.ª causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Por isso, decidi escrever um pouco a respeito de uma melhor opção de tratamento para a doença.

O CÂNCER CERVICAL 

O câncer do colo do útero ou câncer cervical é causado pela infecção persistente por alguns tipos de vírus oncogênicos (geradores de câncer) chamados Papilomavírus Humano  (HPV, sigla inglesa para “Human papillomavirus”). Os tipos 11 e 16 do HPV são os responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero, enquanto os 6 e 11 são responsáveis pelo aparecimento de verrugas genitais.

A infecção genital por esse vírus é muito frequente e na maioria das vezes não causa doença, entretanto, algumas alterações celulares podem ocorrer e evoluir para o câncer. Tais alterações são descobertas facilmente no exame preventivo (Papanicolau) e curáveis na quase totalidade dos casos. Logo, é de suma importância a realização periódica do exame preventivo.

A CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA

Durante as últimas duas décadas, o papel da cirurgia minimamente invasiva tem emergido drasticamente e acumulando evidências que sugerem que laparoscopia e cirurgia robótica assistida garantem melhores resultados que os tradicionais procedimentos abdominais abertos, no caso de doença benigna e maligna. Vários estudos prospectivos e poucos ensaios clínicos randomizados demonstram que a cirurgia minimamente invasiva melhora os resultados a curto prazo de pacientes com câncer de endométrio em estágio inicial aparente. A longo prazo, um estudo demonstrou que a cirurgia minimamente invasiva melhora os resultados perioperatórios de curto prazo sem comprometer os resultados oncológicos a longo prazo.

Entretanto, até o momento, nenhum ensaio randomizado avaliou a eficácia da cirurgia minimamente invasiva em pacientes com câncer do colo do útero. Vários estudos retrospectivos e prospectivos investigaram o papel da cirurgia minimamente invasiva em pacientes com câncer do colo do útero, relatando que a abordagem minimamente invasiva garante redução da morbidade pós-operatória nesse grupo de pacientes. Curiosamente, apesar da falta de estudos, 81% dos membros da Sociedade de Oncologia Ginecológica pesquisados concordaram que a cirurgia minimamente invasiva (CMI) tem um papel na gestão do câncer cervical em estágio inicial.

Em caso de mais dúvidas sobre o assunto, clique abaixo e fale com meu time. Estaremos prontos em esclarecê-las!

Dr. Rafael Oliveira | Cirurgião Oncológico
CRM MS 5550 | RQE 4326