O diagnóstico do câncer de pele é um momento desafiador para qualquer pessoa. A incerteza sobre o tratamento e o impacto que ele terá na vida do paciente pode ser esmagadora. 

Nesse contexto, a quimioterapia surge como uma das opções de tratamento, mas será que é realmente necessária? Vamos explorar essa questão em detalhes!

Primeiros passos para o diagnóstico

O primeiro passo no diagnóstico do câncer de pele envolve uma série de procedimentos. O médico pode examinar a pele do paciente em busca de alterações suspeitas e, se necessário, realizar uma biópsia para confirmar o diagnóstico. 

Além disso, é essencial determinar a extensão do câncer, conhecido como “estadiamento”.

Os estágios do câncer, indicados pelos números romanos I a IV, ajudam a determinar quais opções de tratamento serão mais eficazes. Enquanto estágios iniciais podem exigir apenas procedimentos locais, estágios avançados podem requerer abordagens mais incisivas.

Opções de tratamento do câncer

As opções de tratamento para o câncer de pele variam conforme o tamanho, tipo, profundidade e localização das lesões. 

Para lesões pequenas e superficiais, procedimentos como a criocirurgia (congelamento) ou a cirurgia de excisão podem ser suficientes. No entanto, em casos mais complexos, a quimioterapia pode, sim, ser recomendada.

O papel da quimioterapia no tratamento

A quimioterapia é uma forma de tratamento que utiliza medicamentos para destruir as células cancerígenas. No caso do câncer de pele, a quimioterapia pode ser aplicada de diversas maneiras:

  1. Tratamento tópico: para cânceres limitados à camada superficial da pele, cremes ou loções contendo agentes anticancerígenos podem ser aplicados diretamente na pele afetada.
  2. Sistêmica: em casos em que o câncer se espalhou para outras partes do corpo, a quimioterapia sistêmica, administrada por via oral ou intravenosa, pode ser necessária.
  3. Adjuvante: após cirurgia ou radioterapia, a quimioterapia adjuvante pode ser recomendada para reduzir o risco de recorrência do câncer.
  4. Neoadjuvante: em alguns casos, a quimioterapia pode ser administrada antes de outros tratamentos, como cirurgia ou radioterapia, para reduzir o tamanho do tumor e facilitar a remoção completa do câncer.

Abordagens e tratamentos multidisciplinares

O tratamento do câncer de pele muitas vezes requer uma abordagem multidisciplinar, envolvendo diferentes especialidades médicas. 

Dermatologistas desempenham um papel fundamental no diagnóstico e tratamento inicial, enquanto oncologistas e cirurgiões podem ser envolvidos em estágios mais avançados da doença.

A colaboração entre essas especialidades permite um planejamento de tratamento abrangente e personalizado, considerando as características individuais de cada paciente e a natureza específica do câncer de pele.

Prevenção e detecção precoce

Tão importante quanto o tratamento é a prevenção, que pode ser alcançada por medidas simples, como:

  • O uso de protetor solar
  • Roupas de proteção 
  • Evitar a exposição prolongada ao sol,

Essas são três estratégias simples, mas eficazes para reduzir o risco de desenvolver câncer de pele. 

Além disso, é importante realizar autoexames regulares da pele para detectar precocemente quaisquer alterações suspeitas, como novas manchas, pintas ou feridas que não cicatrizam.

Quimioterapia: equilibrando eficácia e qualidade de vida

Embora a quimioterapia possa apresentar efeitos colaterais significativos e seja geralmente reservada para casos mais avançados de câncer de pele, seu papel como parte do arsenal terapêutico é inegável. 

Mas saiba que a decisão de incluir a quimioterapia no plano de tratamento deve ser feita com base na avaliação individual de cada paciente, considerando o estágio do câncer, sua localização e outras condições médicas.

Em última análise, o objetivo do tratamento do câncer de pele sempre será proporcionar a melhor chance possível de cura, preservando ao máximo a qualidade de vida do paciente. 

Dr. Rafael Oliveira | Cirurgião Oncológico

CRM MS 5550 | RQE 4326

Fontes:

Olá, você precisa de ajuda?